quarta-feira, 12 de março de 2014

E quando eu giro o mundo o mundo me gira.




Psicodalia


Pesado, frenético: intenso.
A engolir horas
Trespassar corpos
Desrespeitar leis de espaço e tempo
Consumir excentricidades e lugares-comuns;
Ser,
Independente de sentido.

Epiléptico, paralisado: pulsante.
Invadindo moléculas
Excitando elétrons
Desconstruindo ismos e urbanidades
Renegando valores e a própria realidade;
Criando seres
Para além de humanos.

Curvilíneo, ziguezagueado: reto.
Caminho Uno e espaçado,
Que te move sem te retirar do lugar
Repleto em fadas, vazio de gravidade
Gerador de encontros, desencontros e novos reencontros;
Atraindo e repelindo,
Força que excede sentidos.

Singular, diversificado: multidimensional.
Um evento, um ocaso, uma singularidade
Acidente entre o pseudo-toque e a pós-vibrante corda
− Pseudo porque energia não é matéria
− Pós porque é antes que exista toque
Amplificado, inconseqüentemente amplificado.
Transmutando transformações
Transmudando transfigurações
Transando dialéticas e paradigmas.

Panacéia
...

Ritmo.



Sono the Idle, 12/03/2014.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Por longo período ausente, porém eternamente pulsante.



Me desculpem pelo atraso.


Peregrino das estrelas



Destoante;
Liberto das vicissitudes do dia-a-dia,
Livre de saberes rotineiros;
Andarilho
Eu sou

Desencontrado;
Preso ao estranhamento,
Detido por falta/excesso de simplicidade;
Pária
Eu sou

Despertencente;
A este
Ou outro mundo;
Solto em um espaço de dimensões infinitas,
Sem barreiras,
Sem destinos,
Sem razão,
Ou desrazão;

Sou,
E não sei:
Se verdadeiro
Ou completamente perdido.


Sono the Idle, 23/01/2014

sábado, 22 de setembro de 2012

"A vida é muito curta para nos preocuparmos com ela."


Convenções sociais


Não é como a dor,
Que gruda à pele,
Entranha-se aos ossos
E pesa... Em cada sentir.

Que obriga o momento
A pensar e,
Recorrente,
Nos acompanha em cada agir ou, principalmente, omitir.

Um erro reconhecido e sempre repetido.
É muito mais uma explosão
Que existência continua,
Energia que não se para
Pulsão que não se guarda.
Essa é a alegria que nasce em mim,
Que transborda
E muitas vezes se esvae...

Que segue criança,
Num sorriso bobo
Ou gesto desconexo,
Abrindo trilhas sem restrições.
Pois onde há restringir,
Não há amar.

Sono the Idle, 22/09/2012.

sábado, 7 de julho de 2012

A ti Amor




A ti Amor

Tenho em mim a vontade
De algo que sequer sei falar.
Um grito,
Um gemido,
Uma disparidade,
Um soluçar que guardo
Onde ainda não sei procurar.

Já te conheci com saudade,
Sem nem ter do que recordar;
Mas não me importa (...),
Fossem influências de vidas passadas
Ou o querer que já vem das entranhas,
Foi por ti
Que sempre quis respirar.

De tudo que vivi e sempre perdi;
Guardei em cada sentir uma lágrima
E a vontade,
Vontade de eternamente chorar;

Seja feliz Amor.

Sono the Idle, julho de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.





Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.


Foi quando vi.
Lembrei-me do Pink Floyd e o Dark Side of The Moon, álbum que retrata os males da sociedade; males de um ser humano que, falho, cede ao medo e distancia-se cada vez mais de si e do Uno...
Lembrei-me de alguém divagando “a luz cria sombras” e então compreendi.
Não se trata de um alento ante a escuridão inexpugnável que nos sufoca, mas antes de uma mensagem, uma lembrança do que verdadeiramente somos.
A luz não cria sombras, ela as mostra.
Esclarece-nos que o que se vê como escuridão é apenas nossa fraqueza.
Fraqueza que alimenta a ilusão e nos faz pensar viver em um mundo perdido, repleto de indivíduos abomináveis, sem salvação.
Só que... É como eu disse, não passa de fraqueza e ilusão.
Ao menor sinal de luz não se vê mais escuridão, porque em verdade ela não existe, somos seres de luz, filhos da luz, só precisamos aceitar isso.
E aprender com as sombras que nos mostram o quão falhos ainda somos, quanta energia perdemos em nossa existência terrena e quanto nos falta para alcançar o Divino.
Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.
Caminhar sempre, sem cessar, essa é a sina dos que buscam a iluminação.
Que buscam voltar ao seu estado natural de luz.
E é justamente isso, o reconhecer da existência de tal estado natural, que dá as forças necessárias para empreender tão árdua e penosa empreitada.
A imagem acima me trouxe significância à noite que havia passado e finalmente entendi o presente que a Avó Lua nos deixou.
Uma pena que mesmo ela vindo visitar, alguns netos ainda se achassem muito ocupados para conversar e prestar atenção aos ensinos...

Sono the Idle, 15/05/2012



P.s.: Foi o que pude escrever até agora.
P.s.1: Foto feita no dia 05/05/2012, dia em que a lua esteve mais próximo da terra.
P.s.2: Obrigado Fábio e Isabela pela imagem!
P.s.3: Obrigado Murilo, seu comentário foi essencial para o surgir da Inspiração.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Inalcançável Você




Inalcançável Você


É por te admirar demais
Que adentro despido ao labirinto,
Sem luz,
A esmo na escuridão
Onde nem mesmo o medo se encontra.
Como um rato desnorteado, longe de qualquer sentido,
Que tem por queijo Teu querer
E nem percebe o que cai pelo caminho.

Não sei se é pela falta dos pedaços
Ou sequer se tais ausências fazem falta;
Sei
Que me perco no desejo de acertar,
Esquecendo o que há de belo em mim,
E teimo seguir onde do Sentir
Existe apenas um quase;
Um quase beijo,
Um quase toque,
Um quase abraço...
Restos de Alma mutilada
Esvaindo-se numa quase paixão
E suas quase saudades...

Errei ao tentar te amar
Sem me amar também ao mesmo tempo
E assim criei o inalcançável Você,
Com o Medo que devora
O que há de Eu em Mim.

Desculpe-me por sabotar
Todo esse nós
Que nem ao menos chegou a ser,
Mas não posso evitar
O que ainda desconheço
Aqui.


Sono the Idle, 03/05/2012.


P.s.:Não sei se um texto concluído...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nem sempre desejos são verdadeiros quereres




Nem sempre desejos são verdadeiros quereres


Chega de querer dar o fora daqui,
Da desculpa de sair para se encontrar,
Já é hora de tomar conhecimento de si
E aprender onde procurar.

Se perceber em descobrimento,
Como uma experimentação e não um projeto pronto,
Indivíduo dotado de própria vontade,
Que não se resume em extensão da sociedade.

Deixe para trás tudo que entende vida
E passe a não mais mentir;
Aceitando que é humano para além de bicho homem,
Sem se enganar ou esconder numa imagem;
Já que não se pode Ser com alma dividida
E não há vencer em brigar com o existir.

Não adianta continuar buscando fora
O que só se encontra dentro.
Há que se usar o coração onde a mente se apavora,
Para não se perder quando mergulhar ao centro.

Sono the Idle, 27/04/2012.

P.s.:Ainda inacabado

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reflexões auto-destrutivas




Reflexões auto-destrutivas


Já me cansa esse sorriso bobo
E toda alegria que aqui saltita,
Talvez porque não saiba
Se pura enganação
Ou real erupção interior.

Sei
Que já me cansa...

Me falta cobrir a vida de noite
E encher tudo de horrores.
Chorar dor e sofrimento
Devorar decepção
Sair por aí com vestes de indiferença
A distribuir gratuitamente egoísmo
Inflar ódio em tudo que me rodeia
Dançando com desafetos e arqui-inimigos
Maldizer o que sou ou chegarei a ser,
Destripar esse eu,
Que já me cansa.

Aqui nascer homem,
Marcado
Pelo mal, a doença,
A decadência
Que teimamos chamar vida,
Bêbado,
Caindo sempre pelas bordas.

Quero me jogar ao fundo do poço
Nu
Em armas e proteções.
Inocente, despreparado,
Puro,
Pronto para ser corrompido
Em mais uma pessoa comum;
Que não pire com o que há no universo,
Nem veja ligação entre sentimento e verso

E,
Aí sim,
Voltar ao riso
Sarcástico, zombeteiro,
Ante qualquer ideal de ser humano.

Há muito
Confuso
Me acordo


Sono the Idle, 14/04/2012.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Velhos ciclos de experimentações.




Aquele tal Ocaso

É justamente nem saber
o que se espera,
só para encontrar
a razão de seguir sem fronteira

Viver a vida em fogo,
que sempre nasce, sempre morre, sempre se renova,
na plenitude do desejo
daquele que abandonou doutrina
e não mais teme

Seguir leve seu caminho
ao sabor dos quereres
de um tal acaso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Raio de Luar


Raio de Luar


Poderia ser algo maravilhoso
Todas essas incongruências da vida
Não fosse tão solitariamente triste
Sentar-se à encruzilhada dos caminhos infinitos
E nem saber quem ser Exú

É um “quê” mais de pavoroso
Que permeia toda experimentação

As vezes erro o caminho
Que me levaria ao que quero
As vezes acerto o caminho
E me levo para algo que não devo
No mais ando em círculos
Cultivo em mim
O livre sofrer dos andarilhos

Sou formado primeiramente por falhas
Carnes, ossos, sangues, ilusão
Só depois percebo
O quanto nos pesa, nos atrasa, nos afasta...
Este irrefreável pensar

Quem sabe um dia não serei
Um garoto à sarjeta
Sorrindo chuvas e transatlânticos de papel
Sentimento e só
Sem espinhos ou casca grossa
A viver cada uma de nossas noites
Como uma flor de Mandacaru.


Sono the Idle, 16/02/2012


P.s.:Desculpem tanto tempo sem postar, estava meio afastado de mim.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Natal-Tibau do Sul-Natal de bike...causos.


E tudo começa na quinta-feira, dia 26/01,depois que saio do treino de Karate-Dô

Vou tomar um açaí com Talynne, fecho os detalhes finais da viagem e parto para a casa de Haroldo, onde encontro Pedro, André, um brother que não lembro o nome e não encontro o furão do Solon.

Fico jogando videogame até quatro e meia da manhã, a maior parte do tempo perdendo em todos os jogos vale salientar (sou péssimo em playstation), penso em encontrar Black para comemorar seu aniversário junto aos Aventureiros Apn e os Qualhadas por Natureza, mas desisto para tirar uma soneca e ir para o trabalho.

Acordo as 08 da manhã da sexta, vou ao estágio, faço umas petições e quando estou indo para casa arrumar a mala e zarpar o chefe chama para almoçar...não pude recusar óbvio.

Resultado: as 15h30 da sexta é que estou pronto para sair de Natal até Pipa de Bicicleta e aqui começa a verdadeira história do fim de semana.

Primeira vez que vou sair de Bike por aí não tinha noção do quão dramática é a junção de vento, ladeira e dor nas pernas e até agora continuo sem essa noção...
Tudo vai bem, passo a rota do sol, pium, cotovelo, chego em pirangi vou olhar a hora para ver se posso visitar Rosana, Yago e Jodrian e descubro que deixei o celular cair!
Começo a retornar na busca de encontrar o celular ou o corredor que havia passado por eu no contra-fluxo. Alcanço o corredor em pium e acabo por não recuperar o celular...

Creio que a desilusão me deu um gás a mais, pois fiz o caminho de volta muito mais rápido que quando fui pela primeira vez! Só a ladeira antes de pirangi que não tive condições de encarar nem os primeiros 50cm.

Pois bem... Passo pirangi, pirambúzios, búzios (meu! essas duas últimas são muito longas! tinha a menor idéia!), rápida parada na casa do picolé de caicó para recuperar as energias e recarregar a garrafa d'agua, e finalmente tabatinga, onde havia combinado de encontrar Talynne!

Lógico que ela puta da vida achando que eu tinha me acidentado e me lascado muito já que nem o celular estava mais prestando!
Acalmados os ânimos nos dirigimos a casa da tapioca para comer algo e pensar no que fazer já que as esperanças de alcançar a balsa para atravessar de Malembá até Tibau do Sul foram perdidas.

Nessa estória encontramos Sidcley, filho do senhorio de Tallyne e guia das regiões ali de Tibau, e Tiago, outro guia turístico e desatolador de carro, que nos dão a idéia de chegar a barreta, atravessar malembá e fretar uma lancha para levar todo mundo até tibau.

Subimos o ônibus, com bicicletas pulando roleta e tudo, e partimos para barreta. Chegando lá paramos em frente a borracharia para que o pessoal entre em contato com o dono da lancha e veja a disponibilidade e o preço para a travessia, nesse interim conhecemos Otávio, também guia turístico, que nos oferece sua casa para passarmos a noite.

Eu e Talynne resolvemos ficar, afinal eu não estava carregando uma barraca e saco de dormir nas costas a toa e nem queria pagar 10 conto para atravessar uma balsa depois de empurrar uma bicicleta por 04km de areia a noite!! Foi dez ficar na casa de Otávio, Fabrícia e seus filhos Luiz e Luiza e muito divertido ficar brincando com Pretinha e Bethoven, os dois cães de guarda da casa.

Depois de acordar e tomar um banho de mar chegou a hora da maré seca e de se despedir do pessoal para continuar a viagem. Atravessar malembá foi duro, mas a travessia gratuita de balsa recompensou geral! Obrigado Talyne que conhece desde a vendedora de picolé, ao balseiro, ao guia turístico, ao trabalhador do mercadinho...!

Em tibau do sul guardamos as bikes na casa de Talynne, almoçamos demos uma descansada e zarpamos para Sibaúma, pegando uma van e depois uma carona. Passamos a noite com amigos fazendo um trabalho espiritual e retornamos de carona até tibau as 3h da manhã.

De 8h30 do Domingo acordei, fiquei enrrolando até que iniciei a volta dessa vez só eu e a bike e o mp3 mesmo, afinal se o objetivo do passeio era acompanhar Talynne enquanto ela levava sua bike de natal a tibau não faria sentido ela voltar comigo.

Mais uma vez atravessei a balsa gratuitamente! Graças a Luiz com quem conversei sobre capoeira angola e karate tradicional durante todo o passeio, segui sem muitos problemas atravessando barreta, camurupim, tabatinga, búzios, mais uma parada na casa do picolé Caicó para lavar a bike, passar protetor solar, beber uma água e comer picolé de tamarindo, pirambúzios, pirangi, cotovelo, pium, onde parei para encontrar Adriana, Bela e Joaquim e acabei fazendo um lanche bem massa!

De pium fui até a casa de Barros devolver a bike e peguei uma carona na rua para voltar a minha casa, almoçar com minha família e dar um forte abraço na minha irmã querida que hoje completa 20 aninhos!

Pois é galera! Isso foi meu Final de semana até agora!
Obrigado Talynne pelo convite e toda ajuda e compreensão durante o percurso, desculpe o atraso na saída!
Obrigado Barros por emprestar a bike, ela me ajudou muito cara!
Aew Ricardo! Próxima vez arrumo uma máquina!


P.s.: Não tenho fotos do passeio, esses aí somos Eu, Amaro e Barros quando competimos no RN trilhas!

P.s.1.: Não sei a distancia que percorri!

Aos demais, perdi meu celular, qualquer coisa liguem no 99974455, no 94515999 ou no 94043354 (talvez dê para falar comigo). Quem quiser aparecer por aqui para assistir um filme ou tomar um banho de piscina sinta-se convidado! Quem quiser me chamar para sair sem oferecer carona ou para ir a praia, fazer trilha ou qualquer coisa que envolva gasto de energia...vá catar coquinho!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Biografia chei de (Des)Elegância



Biografia chei de (Des)Elegância


No mei desse roçoiço nem sei se há
uma pessoa que seja eu sozinha;
Sou a terra, o céu e o mar,
um grão de areia, qualquer besteirinha;
Aquela pedra rídiga, eternamente dura,
água que flui e nada para;
Um mesmo que sempre se renova,
um novo que em verdade num inova.
E percorre, estático, toda existência
enquanto beija o que o preconceito distancia;
Procurando por todo lado aquele ponto
que une o ontem, o hoje e o amanhã;
Ao 0, o 26 e o 168
sem cair em brocardos de filosofia vã.

No mei desse roçoiço nem sei se há
uma pessoa que seja eu sozinha;
Não sou bixo, homem ou outra coisa lá,
um gênero, uma escolha, uma sopa de letrinhas;
Se sou carne que fala e pensa,
sou espírito preso na cela;
Firmeza que fica, não passa,
a chave que abre e que fecha;
Sou restos da estrela amarela,
o amor que te encontra e nunca deixa.
E dentro do cristal que não mascara,
sou também ódio justo e anárquico;
que de toda destruição edifico
em caos a paz que tanto nos é cara.
Um eu, um nós, uma multiplicidade,
uma coruja a ver luz na escuridão;
O sábio burro em sua vaidade,
lagartixa que peita a Ilusão;
Abandona vícios na estrada da Verdade,
renasce na virtude de cada limpeza;
E sustenta passo a passo o traço certo
relegando toda rima a moratória;
Se vou viver de poesia, pescarei versos na memória
e girarei este mundo que tanto em gira;
Na malemolência sincera do sorriso,
pois não sou sapo para ser cheio de sapiência;
E sei que só no vazio tudo se leva no papo.
Por mais sedento que meu estômago seja
quase nada me serve refeição;
Vivo a experimentar dores e sofreres,
mas só me sacio em prazeres e comunhão;
Dançando cada momento para não deixar cair em rotina
o tesão que é ser brasileiro; e ter na alma de minha língua
o poder de sentir o bater da Saudade.

No mei desse roçoico nem sei se há
uma pessoa que seja eu sozinha;
Sou Cabóco, Rei, Potiguá,
me chamam João Ruazinhas.


Sono the Idle, 20 de outubro de 2011.


Esse texto foi feito para o Aniversário de Igor Lucena, o indivíduo que está na foto comigo, como um presente muito chibata que eu resolvi dar para ele!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A falar da missão




Sei que sou por demais racional e emocional, ao ponto de confundir onde inicia minha emotividade e onde termina a racionalidade. Não consigo separar um do outro, me construo como um em ambos.

Isso me complica, não consigo desvendar onde meu caminho pela liberdade rasga linhas que ligam sentimentos e as conclusões lógicas a que acabo chegando somente fazem sentido a um número ínfimo de pessoas.
Firo e vou continuar ferindo diversas pessoas que amo até entrar em harmonia comigo mesmo, essa natureza de tormenta é foda...

Ainda não consegui encontrar o caminho ou ainda não percebi que estou nele...Me afeiçou-o da perseguição pela profundidade e fico encantado, quase hipnotizado, pelas alegrias banais e supérfulas, seria isso dualidade ou complementação?

Dissolver não é simplificar.

Sei que não sou mais sábio que qualquer outra pessoa e odeio esse Ego que me venda.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Voltando um pouco para andar mais.




Pelo que não fomos

Não se tratam dos sorrisos desinibidos
ou dos olhares envergonhados;
Não falo do tocar tímido e escondido
ou da vontade nutrida em cárcere;
E muito menos da explosão
que nascia no fim do esperar.

Escrevo aqui pelo que não fomos
e nem poderíamos ter sido.
Escrevo aqui porque não posso
guardar em mim o que é seu...

E por isso te entrego
toda a poesia, o clamor e a canção
deste pobre, tolo e sôfrego órgão
que sinto como meu coração.


Sono the Idle, abril de 2010.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Estou precisando exercitar o ócio...

Ando ficando cansando de viver intensamente, de hostilizar meu corpo para que não fraqueje ante o desejo de fazer tudo quanto posso. Talvez em meu íntimo tenha um enorme medo da morte.
Sei que cada dia me perco mais em minhas vivências sem nem mesmo compreender-las e isso causa rachaduras a barragem.

Preciso abrir mais minhas comportas e receber mais de eu mesmo, para que o mundo não afogue tudo que sou.

Preciso exercitar o ócio.


Idle.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Será o prenúncio de um nascimento?




Devaneios mentais me iluminam


Aprendi a pensar, refletir, aprender...
Concatenar tudo numa escaramuça lógica
Definir inefável com palavras
E resumir a realidade
– no resultado da comparação entre meus arquétipos ideológicos e a experimentação (as vezes extasiada, potencializada, inebriada, dopada, anulada... ou não) dos cinco sentidos que fui convencido a ter – .

Ser imbecil me foi bom durante anos.

A racionalidade só alcança um Eu por vez
Cada Eu é, mas nunca será o Sou
“Sou cheio de recantos”
Em ângulos estranhos a geometria
Não há linha que ligue todos os pontos
Como não há doutrina que leve à iluminação
Ou Eu que represente o Uno.
Eu sou aquele que não se encontrou
Que queima como uma floresta violentada
Desejoso de tudo ao mesmo instante
Sorrio muitas alegrias
Que sequer germinam aqui.

Corro como um rio
Distante do espaço e do tempo
Sem nunca ficar parado ou sair do lugar
Sempre se renovando sem perder profundidade
Sou, no fim, o ser humano
Tudo do universo nasce e morre em mim.


Sono the Idle, 08/07/2011.

P.s.: As aspas são uma citação de Manoel de Barros.
P.s.1: Imagem por Matei Apstolescu, disponível em: www.hypeness.com.br

Nós estamos conectados a todas as coisas. Meu Kin:




LUA VERMELHA - Muluc (Maia). Leste, inicia. Governado por Mercúrio e regido pelo chacra raiz, corresponde ao dedinho do pé direito. Água. Deusa da água. Água universal, purificação do espírito. Princípio de comunicação e expansão da vida superior. Vive pela razão. Inicia e gera, mas também formula e transmite o impulso criativo. Tende a ser dominado por sentimentos fortes e pode ter poderes psíquicos. Desejo de entender a natureza do homem em um nível cósmico. Receba e expresse os poderes da Purificação e do Fluxo. Focalize a purificação de seu instrumento de percepção, sua mente e seu corpo. Sustente seu mundo corporal ancorando a vibração de sua totalidade.

11 - Espectral - Dissolve. Liberta. Raio de pulsação da estrutura dissonante. Expressar as idéias com demasiadas palavras; ação de liberdade, livrar, redimir, declarar livre de uma obrigação. Poder de operar ou não operar; poder de escolher; eximir, publicar uma coisa que estava ignorada; revelar, descobrir, anunciar. Um descanso no processo da transformação, o interesse pelo supérfluo, o ligeiro e agradável; facilidade de expressão; o esplendor; a diversão, o repouso que reúne forças para prosseguir. Coxas (virilha esquerda). Buluk (Maia). Pulsar da segunda dimensão, dimensão dos sentidos. Como posso libertar-me e deixar ir? Tom da Libertação e vibração do Abrir Mão, Deixar Ir e Dissolver. Liberte-se de todas as fronteiras, crenças, estruturas e limitações. Seja verdadeiramente livre. Traga a energia da liberação a todas as áreas de sua vida que precisam ser preenchidas com liberdade. Acredite que tudo é possível, que você existe em um Universo ilimitado. Dissolva todas as formas-pensamento de derrota e hábitos que lhe tirem o poder. Deixe ir ou abra mão de qualquer coisa que o impeça de fazer brilhar sua Luz.

terça-feira, 21 de junho de 2011

"Ocupo muito de Mim com meu desconhecer" Manoel de Barros



Jogo de liga pontos


Quando criança vivia a beira-mar
Olhava o céu
Confundia com o mar
Pensava nas espumas da imensidão azul
E em como as nuvens só deixavam a água cair de vez em quando

Nunca consegui dormir numa nuvem
A devorava quando feita de algodão doce
Ficava agoniado quando estava toda empapada
Me divertia com a cosquinha dos raios
Nem mesmo a noite
O jogo de liga pontos me prendia
E as ovelhas nunca conseguiam devorar todas as estrelas
Sempre apanhei por ficar acordado depois da hora de dormir
Sem nem chegar a entender o que eram horas

Foi no dia que descobri o que eram estrelas que mais tive raiva do dia
Não agüentava olhar aquela cara presunçosa do Sol
Egoísta, egocêntrico, traiçoeiro,
Que se enchia de amarelo e escondia as outras estrelas
Enxotava até mesmo a Lua
Tímida, doce, amante
Que tudo fazia para tentar amar
Burra; forçada a ser cópia, vigia da noite

Guardava meus olhos em óculos escuros
Para me esconder desse tipo despresível
Não abraço todos que encontro, me preocupo em proteger os chakras
E jamais deixaria as janelas sem guarda
É difícil entender porque somos obrigados a conviver com esse “todos”
Não espero que a totalidade dos seres se guie pelo bem
Sei o quão sedutor é o “dar-se bem”
É esse esconde-esconde da esperança que me complica


Sono the Idle, 21/06/2011.

Imagem por Salvador Dali.
Obrigado Bella (Girassol Noturno) por este texto.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pode-se dizer que se inicia um novo ciclo



Pois é gente, hoje é meu aniversário. Faço 23 anos na contagem que inicia desde o momento em que saí do ventre de minha mãe. Ao certo não sei quantos anos de vida tenho, não acredito nesse monstro que chamamos tempo e tenho em eu que a vida mede-se pelos momentos inesquecíveis que vivenciamos... daí ainda não parei para refletir e contabilizar e infelizmente nunca tive a sabedoria ou a disposição de registrar meu histórico.

Bom, não vou me delongar escrevendo um bocado porque não estou no ambiente propício a liberar de vez a expressão de meus eus (estou usando o computador do trabalho em horário de serviço para escrever isso aqui.

Peço desculpas por não estar atualizando esse blog com a frequência que eu desejaria e deixo vocês com algumas citações que hoje marcam meu momento de vida. Espero que gostem:

"O desejo de servir ao bem comum deve ser, de modo incoercível, uma necessidade da alma, a condição para a felicidade pessoal; mas se não é disso que ele decorre, e sim, de considerações teóricas e outras que tais, esse desejo é então outra coisa".
Anton Tchekhov


"Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo e ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas." - Jack Kerouac

"(...)Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras.
Sou formado em desencontros.
A sensatez me absurda.
Os delírios verbais me terapeutam.(...)" (Manoel de Barros)


"Nunca permita que sua criança morra. Alimente-a e não tenha medo de que ela fique fora de controle. Para onde ela poderá ir? E mesmo se ela ficar fora de controle – e daí?
O que você pode fazer fora do controle? Você pode dançar feito um louco, rir feito um louco, pode pular e correr feito um louco. As pessoas podem pensar que você está louco, mas isto é problema delas. Se você está curtindo isto, se a sua vida está sendo nutrida por isto, então não interessa, mesmo se isto se tornar um problema para o resto do mundo."(Mestre Osho)

"Ah é difícil achar essa trilha de Deus em meio a vida que levamos, na embrutecida monotonia de uma era de cegueira espiritual, com sua arquitetura, seus negócios, sua política e seus homens! Como não haveria de ser eu um Lobo da Estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito!" Hemann Hesse

quinta-feira, 31 de março de 2011

&"O homem que a dor não educou será sempre uma criança".(N.Tommaseo)



Eu estou curtindo colocar frases que gosto como título das postagens... Aqui vai outro dos textos que gosto.


"Na boca


E desce a gota
Da boca
Que se move
Por palavras
Sem razão.

E desce
A razão,
Da boca que
Se move
Sem palavras,
Por gotas:

De suor
Nascido
Na fricção
De amores
E fantasias;

Da fricção
Do suor
De amores
Nascidos
Em sinestesia."
Sono the idle, 18/04/07