terça-feira, 15 de maio de 2012

Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.





Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.


Foi quando vi.
Lembrei-me do Pink Floyd e o Dark Side of The Moon, álbum que retrata os males da sociedade; males de um ser humano que, falho, cede ao medo e distancia-se cada vez mais de si e do Uno...
Lembrei-me de alguém divagando “a luz cria sombras” e então compreendi.
Não se trata de um alento ante a escuridão inexpugnável que nos sufoca, mas antes de uma mensagem, uma lembrança do que verdadeiramente somos.
A luz não cria sombras, ela as mostra.
Esclarece-nos que o que se vê como escuridão é apenas nossa fraqueza.
Fraqueza que alimenta a ilusão e nos faz pensar viver em um mundo perdido, repleto de indivíduos abomináveis, sem salvação.
Só que... É como eu disse, não passa de fraqueza e ilusão.
Ao menor sinal de luz não se vê mais escuridão, porque em verdade ela não existe, somos seres de luz, filhos da luz, só precisamos aceitar isso.
E aprender com as sombras que nos mostram o quão falhos ainda somos, quanta energia perdemos em nossa existência terrena e quanto nos falta para alcançar o Divino.
Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.
Caminhar sempre, sem cessar, essa é a sina dos que buscam a iluminação.
Que buscam voltar ao seu estado natural de luz.
E é justamente isso, o reconhecer da existência de tal estado natural, que dá as forças necessárias para empreender tão árdua e penosa empreitada.
A imagem acima me trouxe significância à noite que havia passado e finalmente entendi o presente que a Avó Lua nos deixou.
Uma pena que mesmo ela vindo visitar, alguns netos ainda se achassem muito ocupados para conversar e prestar atenção aos ensinos...

Sono the Idle, 15/05/2012



P.s.: Foi o que pude escrever até agora.
P.s.1: Foto feita no dia 05/05/2012, dia em que a lua esteve mais próximo da terra.
P.s.2: Obrigado Fábio e Isabela pela imagem!
P.s.3: Obrigado Murilo, seu comentário foi essencial para o surgir da Inspiração.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Inalcançável Você




Inalcançável Você


É por te admirar demais
Que adentro despido ao labirinto,
Sem luz,
A esmo na escuridão
Onde nem mesmo o medo se encontra.
Como um rato desnorteado, longe de qualquer sentido,
Que tem por queijo Teu querer
E nem percebe o que cai pelo caminho.

Não sei se é pela falta dos pedaços
Ou sequer se tais ausências fazem falta;
Sei
Que me perco no desejo de acertar,
Esquecendo o que há de belo em mim,
E teimo seguir onde do Sentir
Existe apenas um quase;
Um quase beijo,
Um quase toque,
Um quase abraço...
Restos de Alma mutilada
Esvaindo-se numa quase paixão
E suas quase saudades...

Errei ao tentar te amar
Sem me amar também ao mesmo tempo
E assim criei o inalcançável Você,
Com o Medo que devora
O que há de Eu em Mim.

Desculpe-me por sabotar
Todo esse nós
Que nem ao menos chegou a ser,
Mas não posso evitar
O que ainda desconheço
Aqui.


Sono the Idle, 03/05/2012.


P.s.:Não sei se um texto concluído...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nem sempre desejos são verdadeiros quereres




Nem sempre desejos são verdadeiros quereres


Chega de querer dar o fora daqui,
Da desculpa de sair para se encontrar,
Já é hora de tomar conhecimento de si
E aprender onde procurar.

Se perceber em descobrimento,
Como uma experimentação e não um projeto pronto,
Indivíduo dotado de própria vontade,
Que não se resume em extensão da sociedade.

Deixe para trás tudo que entende vida
E passe a não mais mentir;
Aceitando que é humano para além de bicho homem,
Sem se enganar ou esconder numa imagem;
Já que não se pode Ser com alma dividida
E não há vencer em brigar com o existir.

Não adianta continuar buscando fora
O que só se encontra dentro.
Há que se usar o coração onde a mente se apavora,
Para não se perder quando mergulhar ao centro.

Sono the Idle, 27/04/2012.

P.s.:Ainda inacabado

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reflexões auto-destrutivas




Reflexões auto-destrutivas


Já me cansa esse sorriso bobo
E toda alegria que aqui saltita,
Talvez porque não saiba
Se pura enganação
Ou real erupção interior.

Sei
Que já me cansa...

Me falta cobrir a vida de noite
E encher tudo de horrores.
Chorar dor e sofrimento
Devorar decepção
Sair por aí com vestes de indiferença
A distribuir gratuitamente egoísmo
Inflar ódio em tudo que me rodeia
Dançando com desafetos e arqui-inimigos
Maldizer o que sou ou chegarei a ser,
Destripar esse eu,
Que já me cansa.

Aqui nascer homem,
Marcado
Pelo mal, a doença,
A decadência
Que teimamos chamar vida,
Bêbado,
Caindo sempre pelas bordas.

Quero me jogar ao fundo do poço
Nu
Em armas e proteções.
Inocente, despreparado,
Puro,
Pronto para ser corrompido
Em mais uma pessoa comum;
Que não pire com o que há no universo,
Nem veja ligação entre sentimento e verso

E,
Aí sim,
Voltar ao riso
Sarcástico, zombeteiro,
Ante qualquer ideal de ser humano.

Há muito
Confuso
Me acordo


Sono the Idle, 14/04/2012.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Velhos ciclos de experimentações.




Aquele tal Ocaso

É justamente nem saber
o que se espera,
só para encontrar
a razão de seguir sem fronteira

Viver a vida em fogo,
que sempre nasce, sempre morre, sempre se renova,
na plenitude do desejo
daquele que abandonou doutrina
e não mais teme

Seguir leve seu caminho
ao sabor dos quereres
de um tal acaso.