domingo, 29 de janeiro de 2012

Natal-Tibau do Sul-Natal de bike...causos.


E tudo começa na quinta-feira, dia 26/01,depois que saio do treino de Karate-Dô

Vou tomar um açaí com Talynne, fecho os detalhes finais da viagem e parto para a casa de Haroldo, onde encontro Pedro, André, um brother que não lembro o nome e não encontro o furão do Solon.

Fico jogando videogame até quatro e meia da manhã, a maior parte do tempo perdendo em todos os jogos vale salientar (sou péssimo em playstation), penso em encontrar Black para comemorar seu aniversário junto aos Aventureiros Apn e os Qualhadas por Natureza, mas desisto para tirar uma soneca e ir para o trabalho.

Acordo as 08 da manhã da sexta, vou ao estágio, faço umas petições e quando estou indo para casa arrumar a mala e zarpar o chefe chama para almoçar...não pude recusar óbvio.

Resultado: as 15h30 da sexta é que estou pronto para sair de Natal até Pipa de Bicicleta e aqui começa a verdadeira história do fim de semana.

Primeira vez que vou sair de Bike por aí não tinha noção do quão dramática é a junção de vento, ladeira e dor nas pernas e até agora continuo sem essa noção...
Tudo vai bem, passo a rota do sol, pium, cotovelo, chego em pirangi vou olhar a hora para ver se posso visitar Rosana, Yago e Jodrian e descubro que deixei o celular cair!
Começo a retornar na busca de encontrar o celular ou o corredor que havia passado por eu no contra-fluxo. Alcanço o corredor em pium e acabo por não recuperar o celular...

Creio que a desilusão me deu um gás a mais, pois fiz o caminho de volta muito mais rápido que quando fui pela primeira vez! Só a ladeira antes de pirangi que não tive condições de encarar nem os primeiros 50cm.

Pois bem... Passo pirangi, pirambúzios, búzios (meu! essas duas últimas são muito longas! tinha a menor idéia!), rápida parada na casa do picolé de caicó para recuperar as energias e recarregar a garrafa d'agua, e finalmente tabatinga, onde havia combinado de encontrar Talynne!

Lógico que ela puta da vida achando que eu tinha me acidentado e me lascado muito já que nem o celular estava mais prestando!
Acalmados os ânimos nos dirigimos a casa da tapioca para comer algo e pensar no que fazer já que as esperanças de alcançar a balsa para atravessar de Malembá até Tibau do Sul foram perdidas.

Nessa estória encontramos Sidcley, filho do senhorio de Tallyne e guia das regiões ali de Tibau, e Tiago, outro guia turístico e desatolador de carro, que nos dão a idéia de chegar a barreta, atravessar malembá e fretar uma lancha para levar todo mundo até tibau.

Subimos o ônibus, com bicicletas pulando roleta e tudo, e partimos para barreta. Chegando lá paramos em frente a borracharia para que o pessoal entre em contato com o dono da lancha e veja a disponibilidade e o preço para a travessia, nesse interim conhecemos Otávio, também guia turístico, que nos oferece sua casa para passarmos a noite.

Eu e Talynne resolvemos ficar, afinal eu não estava carregando uma barraca e saco de dormir nas costas a toa e nem queria pagar 10 conto para atravessar uma balsa depois de empurrar uma bicicleta por 04km de areia a noite!! Foi dez ficar na casa de Otávio, Fabrícia e seus filhos Luiz e Luiza e muito divertido ficar brincando com Pretinha e Bethoven, os dois cães de guarda da casa.

Depois de acordar e tomar um banho de mar chegou a hora da maré seca e de se despedir do pessoal para continuar a viagem. Atravessar malembá foi duro, mas a travessia gratuita de balsa recompensou geral! Obrigado Talyne que conhece desde a vendedora de picolé, ao balseiro, ao guia turístico, ao trabalhador do mercadinho...!

Em tibau do sul guardamos as bikes na casa de Talynne, almoçamos demos uma descansada e zarpamos para Sibaúma, pegando uma van e depois uma carona. Passamos a noite com amigos fazendo um trabalho espiritual e retornamos de carona até tibau as 3h da manhã.

De 8h30 do Domingo acordei, fiquei enrrolando até que iniciei a volta dessa vez só eu e a bike e o mp3 mesmo, afinal se o objetivo do passeio era acompanhar Talynne enquanto ela levava sua bike de natal a tibau não faria sentido ela voltar comigo.

Mais uma vez atravessei a balsa gratuitamente! Graças a Luiz com quem conversei sobre capoeira angola e karate tradicional durante todo o passeio, segui sem muitos problemas atravessando barreta, camurupim, tabatinga, búzios, mais uma parada na casa do picolé Caicó para lavar a bike, passar protetor solar, beber uma água e comer picolé de tamarindo, pirambúzios, pirangi, cotovelo, pium, onde parei para encontrar Adriana, Bela e Joaquim e acabei fazendo um lanche bem massa!

De pium fui até a casa de Barros devolver a bike e peguei uma carona na rua para voltar a minha casa, almoçar com minha família e dar um forte abraço na minha irmã querida que hoje completa 20 aninhos!

Pois é galera! Isso foi meu Final de semana até agora!
Obrigado Talynne pelo convite e toda ajuda e compreensão durante o percurso, desculpe o atraso na saída!
Obrigado Barros por emprestar a bike, ela me ajudou muito cara!
Aew Ricardo! Próxima vez arrumo uma máquina!


P.s.: Não tenho fotos do passeio, esses aí somos Eu, Amaro e Barros quando competimos no RN trilhas!

P.s.1.: Não sei a distancia que percorri!

Aos demais, perdi meu celular, qualquer coisa liguem no 99974455, no 94515999 ou no 94043354 (talvez dê para falar comigo). Quem quiser aparecer por aqui para assistir um filme ou tomar um banho de piscina sinta-se convidado! Quem quiser me chamar para sair sem oferecer carona ou para ir a praia, fazer trilha ou qualquer coisa que envolva gasto de energia...vá catar coquinho!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Biografia chei de (Des)Elegância



Biografia chei de (Des)Elegância


No mei desse roçoiço nem sei se há
uma pessoa que seja eu sozinha;
Sou a terra, o céu e o mar,
um grão de areia, qualquer besteirinha;
Aquela pedra rídiga, eternamente dura,
água que flui e nada para;
Um mesmo que sempre se renova,
um novo que em verdade num inova.
E percorre, estático, toda existência
enquanto beija o que o preconceito distancia;
Procurando por todo lado aquele ponto
que une o ontem, o hoje e o amanhã;
Ao 0, o 26 e o 168
sem cair em brocardos de filosofia vã.

No mei desse roçoiço nem sei se há
uma pessoa que seja eu sozinha;
Não sou bixo, homem ou outra coisa lá,
um gênero, uma escolha, uma sopa de letrinhas;
Se sou carne que fala e pensa,
sou espírito preso na cela;
Firmeza que fica, não passa,
a chave que abre e que fecha;
Sou restos da estrela amarela,
o amor que te encontra e nunca deixa.
E dentro do cristal que não mascara,
sou também ódio justo e anárquico;
que de toda destruição edifico
em caos a paz que tanto nos é cara.
Um eu, um nós, uma multiplicidade,
uma coruja a ver luz na escuridão;
O sábio burro em sua vaidade,
lagartixa que peita a Ilusão;
Abandona vícios na estrada da Verdade,
renasce na virtude de cada limpeza;
E sustenta passo a passo o traço certo
relegando toda rima a moratória;
Se vou viver de poesia, pescarei versos na memória
e girarei este mundo que tanto em gira;
Na malemolência sincera do sorriso,
pois não sou sapo para ser cheio de sapiência;
E sei que só no vazio tudo se leva no papo.
Por mais sedento que meu estômago seja
quase nada me serve refeição;
Vivo a experimentar dores e sofreres,
mas só me sacio em prazeres e comunhão;
Dançando cada momento para não deixar cair em rotina
o tesão que é ser brasileiro; e ter na alma de minha língua
o poder de sentir o bater da Saudade.

No mei desse roçoico nem sei se há
uma pessoa que seja eu sozinha;
Sou Cabóco, Rei, Potiguá,
me chamam João Ruazinhas.


Sono the Idle, 20 de outubro de 2011.


Esse texto foi feito para o Aniversário de Igor Lucena, o indivíduo que está na foto comigo, como um presente muito chibata que eu resolvi dar para ele!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A falar da missão




Sei que sou por demais racional e emocional, ao ponto de confundir onde inicia minha emotividade e onde termina a racionalidade. Não consigo separar um do outro, me construo como um em ambos.

Isso me complica, não consigo desvendar onde meu caminho pela liberdade rasga linhas que ligam sentimentos e as conclusões lógicas a que acabo chegando somente fazem sentido a um número ínfimo de pessoas.
Firo e vou continuar ferindo diversas pessoas que amo até entrar em harmonia comigo mesmo, essa natureza de tormenta é foda...

Ainda não consegui encontrar o caminho ou ainda não percebi que estou nele...Me afeiçou-o da perseguição pela profundidade e fico encantado, quase hipnotizado, pelas alegrias banais e supérfulas, seria isso dualidade ou complementação?

Dissolver não é simplificar.

Sei que não sou mais sábio que qualquer outra pessoa e odeio esse Ego que me venda.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Voltando um pouco para andar mais.




Pelo que não fomos

Não se tratam dos sorrisos desinibidos
ou dos olhares envergonhados;
Não falo do tocar tímido e escondido
ou da vontade nutrida em cárcere;
E muito menos da explosão
que nascia no fim do esperar.

Escrevo aqui pelo que não fomos
e nem poderíamos ter sido.
Escrevo aqui porque não posso
guardar em mim o que é seu...

E por isso te entrego
toda a poesia, o clamor e a canção
deste pobre, tolo e sôfrego órgão
que sinto como meu coração.


Sono the Idle, abril de 2010.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Estou precisando exercitar o ócio...

Ando ficando cansando de viver intensamente, de hostilizar meu corpo para que não fraqueje ante o desejo de fazer tudo quanto posso. Talvez em meu íntimo tenha um enorme medo da morte.
Sei que cada dia me perco mais em minhas vivências sem nem mesmo compreender-las e isso causa rachaduras a barragem.

Preciso abrir mais minhas comportas e receber mais de eu mesmo, para que o mundo não afogue tudo que sou.

Preciso exercitar o ócio.


Idle.