Política, poesia, idéias descabidas e esparsadas...Essas são as motivações deste bolg.
sábado, 22 de setembro de 2012
"A vida é muito curta para nos preocuparmos com ela."
Convenções sociais
Não é como a dor,
Que gruda à pele,
Entranha-se aos ossos
E pesa... Em cada sentir.
Que obriga o momento
A pensar e,
Recorrente,
Nos acompanha em cada agir ou, principalmente, omitir.
Um erro reconhecido e sempre repetido.
É muito mais uma explosão
Que existência continua,
Energia que não se para
Pulsão que não se guarda.
Essa é a alegria que nasce em mim,
Que transborda
E muitas vezes se esvae...
Que segue criança,
Num sorriso bobo
Ou gesto desconexo,
Abrindo trilhas sem restrições.
Pois onde há restringir,
Não há amar.
Sono the Idle, 22/09/2012.
sábado, 7 de julho de 2012
A ti Amor

A ti Amor
Tenho em mim a vontade
De algo que sequer sei falar.
Um grito,
Um gemido,
Uma disparidade,
Um soluçar que guardo
Onde ainda não sei procurar.
Já te conheci com saudade,
Sem nem ter do que recordar;
Mas não me importa (...),
Fossem influências de vidas passadas
Ou o querer que já vem das entranhas,
Foi por ti
Que sempre quis respirar.
De tudo que vivi e sempre perdi;
Guardei em cada sentir uma lágrima
E a vontade,
Vontade de eternamente chorar;
Seja feliz Amor.
Sono the Idle, julho de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.

Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.
Foi quando vi.
Lembrei-me do Pink Floyd e o Dark Side of The Moon, álbum que retrata os males da sociedade; males de um ser humano que, falho, cede ao medo e distancia-se cada vez mais de si e do Uno...
Lembrei-me de alguém divagando “a luz cria sombras” e então compreendi.
Não se trata de um alento ante a escuridão inexpugnável que nos sufoca, mas antes de uma mensagem, uma lembrança do que verdadeiramente somos.
A luz não cria sombras, ela as mostra.
Esclarece-nos que o que se vê como escuridão é apenas nossa fraqueza.
Fraqueza que alimenta a ilusão e nos faz pensar viver em um mundo perdido, repleto de indivíduos abomináveis, sem salvação.
Só que... É como eu disse, não passa de fraqueza e ilusão.
Ao menor sinal de luz não se vê mais escuridão, porque em verdade ela não existe, somos seres de luz, filhos da luz, só precisamos aceitar isso.
E aprender com as sombras que nos mostram o quão falhos ainda somos, quanta energia perdemos em nossa existência terrena e quanto nos falta para alcançar o Divino.
Sombras que nos lembram o porquê de ainda sermos humanos.
Caminhar sempre, sem cessar, essa é a sina dos que buscam a iluminação.
Que buscam voltar ao seu estado natural de luz.
E é justamente isso, o reconhecer da existência de tal estado natural, que dá as forças necessárias para empreender tão árdua e penosa empreitada.
A imagem acima me trouxe significância à noite que havia passado e finalmente entendi o presente que a Avó Lua nos deixou.
Uma pena que mesmo ela vindo visitar, alguns netos ainda se achassem muito ocupados para conversar e prestar atenção aos ensinos...
Sono the Idle, 15/05/2012
P.s.: Foi o que pude escrever até agora.
P.s.1: Foto feita no dia 05/05/2012, dia em que a lua esteve mais próximo da terra.
P.s.2: Obrigado Fábio e Isabela pela imagem!
P.s.3: Obrigado Murilo, seu comentário foi essencial para o surgir da Inspiração.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Inalcançável Você

Inalcançável Você
É por te admirar demais
Que adentro despido ao labirinto,
Sem luz,
A esmo na escuridão
Onde nem mesmo o medo se encontra.
Como um rato desnorteado, longe de qualquer sentido,
Que tem por queijo Teu querer
E nem percebe o que cai pelo caminho.
Não sei se é pela falta dos pedaços
Ou sequer se tais ausências fazem falta;
Sei
Que me perco no desejo de acertar,
Esquecendo o que há de belo em mim,
E teimo seguir onde do Sentir
Existe apenas um quase;
Um quase beijo,
Um quase toque,
Um quase abraço...
Restos de Alma mutilada
Esvaindo-se numa quase paixão
E suas quase saudades...
Errei ao tentar te amar
Sem me amar também ao mesmo tempo
E assim criei o inalcançável Você,
Com o Medo que devora
O que há de Eu em Mim.
Desculpe-me por sabotar
Todo esse nós
Que nem ao menos chegou a ser,
Mas não posso evitar
O que ainda desconheço
Aqui.
Sono the Idle, 03/05/2012.
P.s.:Não sei se um texto concluído...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Nem sempre desejos são verdadeiros quereres

Nem sempre desejos são verdadeiros quereres
Chega de querer dar o fora daqui,
Da desculpa de sair para se encontrar,
Já é hora de tomar conhecimento de si
E aprender onde procurar.
Se perceber em descobrimento,
Como uma experimentação e não um projeto pronto,
Indivíduo dotado de própria vontade,
Que não se resume em extensão da sociedade.
Deixe para trás tudo que entende vida
E passe a não mais mentir;
Aceitando que é humano para além de bicho homem,
Sem se enganar ou esconder numa imagem;
Já que não se pode Ser com alma dividida
E não há vencer em brigar com o existir.
Não adianta continuar buscando fora
O que só se encontra dentro.
Há que se usar o coração onde a mente se apavora,
Para não se perder quando mergulhar ao centro.
Sono the Idle, 27/04/2012.
P.s.:Ainda inacabado
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