
Por mais que eu negue sua autonomia e independência não posso dizer que nada se transforma com o Tempo... Mas como aceitar que algo que criamos possa nos escravizar até o dia em que desaparecere-mos? Como uma alegoria da consciência coletiva detém o poder de reger nossas vidas? Não acredito que o Tempo possua a capacidade de mensurar nossas vidas, o que vivemos foi construído pelos momentos inesquecíveis que guardamos, pelas vivências que valem a pena ser recordadas e não por uma dura representação numérica. Mas o Tempo corre e em sua passagem até a mais resoluta das emoções pode trair sua origem; corre sem esperar quem quer que seja e o faz em todas as direções, sem respeitar escolhas ou intenções.
Dói perceber que ao focar atenção em algo deixarás um outro algo seguir rumo negligenciado e muitas vezes tal rumo não será teu rumo... Bom seria poder viver sem precisar fazer escolhas, ou se afastar de qualquer das coisas das quais se gosta, ter “todo o tempo tudo que a vida tem de bom”, e não ser surpreendido por distâncias imateriais.
Não estou raciocinando muito bem agora, depois volto e tento completar esse pensamento. Só tinha que dar um escape a algumas coisas para poder seguir.
Desgraçado seja o dia em que nasceu o Tempo, maldito seja ele e qualquer outro algoz que castre o crescer de nossas asas.
Sono the Idle